Tremores dificultam resgates no Equador pós-terremoto
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quarta-feira, 20 de abril de 2016
France Presse 
Pedernales - O Equador foi sacudido novamente na madrugada de ontem por um forte tremor, que provocou alarme entre as pessoas que participam dos trabalhos de resgate na região onde um terremoto de 7,8 graus deixou 525 mortos e 1.700 desaparecidos há quatro dias. O novo terremoto foi de 6,1 graus, segundo o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos. O epicentro foi localizado a uma profundidade de 15,7 quilômetros, a 25 km de Muisne e a 73 km de Propicia. As autoridades não ativaram o alerta de tsunami.
Às 3h30 (5h30 no horário de Brasília), na já castigada cidade de Pedernales (estado de Manabí, epicentro do terremoto), a terra voltou a tremer fortemente e deflagrou ondas de pânico na população. Houve momentos de pânico, pessoas deixaram suas casas, e muitas decidiram dormir nas ruas. "São tremores secundários. Tivemos dois tremores de madrugada, de 6,1 e 6,3 graus", disse o diretor do Instituto Geofísico do Equador, Mario Ruiz.
Quase quatro dias depois do terremoto de 7,8 graus que devastou a costa equatoriana e em meio aos tremores secundários, o novo abalo aumentou a angústia dos sobreviventes, que sofrem com a falta de água e de mantimentos, além dos frequentes cortes de energia elétrica. "Não temos água, nem alimentos. As lojas estão fechadas ou vendem muito caro", disse Andrés Mantuano, na cidade de Manta, província de Manabí, a mais afetada.
O péssimo estado das estradas, o temor de saques e a instabilidade dos edifícios levaram muitos comerciantes a fechar as portas. A ausência de produtos básicos, sobretudo água e alimentos, começa a irritar a população em uma região que parece um cenário de guerra. Ao mesmo tempo, 900 socorristas, bombeiros, médicos e especialistas de vários países prosseguem com os trabalhos em busca de sinais de vida entre os escombros. Em geral, têm conseguido recuperar apenas corpos.


