Lima - Um forte tremor secundário de 5,9 graus, ocorrido ontem, causou pânico entre a população e as equipes de resgate que procuram sobreviventes do terremoto de 8 graus que matou mais de 500 no sul do Peru na quarta-feira.
O novo tremor atingiu principalmente a região de Huancavelica, ao sul de Lima, onde destruiu centenas de casas. Não foram registradas mortes no novo terremoto, segundo autoridades.
O tremor de 8 graus foi o pior a atingir o Peru desde 1970, quando 50 mil pessoas morreram após avalanches de gelo e deslizamentos de terra causadas por um tremor na cidade de Yungay.
Equipes de resgate ainda procuram sobreviventes do terremoto, um dos piores desastres naturais dos últimos cem anos na América do Sul. Hospitais e necrotérios estão lotados.
Em Pisco, centenas de pessoas aguardavam em longas filas para receber alimentos e água quando o chão voltou a tremer. Os trabalhos de resgate continuam na cidade, onde ao menos 200 pessoas que assistiam a uma missa morreram após o desabamento de uma igreja. ''Ainda temos esperança de encontrar alguém com vida'', disse o ministro da Saúde, Carlos Vallejos. Um homem foi retirado vivo dos escombros pelas equipes na manhã de ontem.
LIMA, 17 Ago 2007 (AFP) - O número de mortos no terremoto de quarta-feira no Peru é de 497 mas ''possivelmente passará de 500'', disse nesta sexta-feira o presidente do Peru Alan García, a partir de Pisco, uma das cidades mais afetadas.
O avião Hércules, da Força Aérea do Chile, com 20 toneladas de ajuda humanitária para as vítimas do terremoto no Peru chegou ao aeroporto militar de Lima, onde foi recebido pelo presidente Alan García nesta sexta-feira à tarde. ''É uma demonstração de fraternidade e aproximação que valorizamos muito'', destacou o presidente, que disse ter agradecido por telefone a sua colega Michelle Bachelet pela solidariedade chilena.
''Temos genes de origem fraterna, apesar de termos interpretações divergentes que possam ser vistas por um tribunal internacional'', disse aos jornalistas.

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