Tremor no Peru causa pânico em Manaus
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segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Das agências 
São Paulo - Um terremoto de 7 graus na escala Richter atingiu na noite de domingo grande parte do Peru, causando a morte de uma pessoa e deixando outras 20 feridas cinco delas em estado grave , segundo o jornal ''El Comercio''.
Segundo o Instituto Geofísico peruano (IGP), o terremoto foi sentido com força em Lima (capital), Iquitos, Trujillo, Chiclayo, Chimbote, Cajamarca, Piúra, Tarapoto, Moyabamba e Bagua, todas cidades situadas no noroeste e na costa norte peruana, assim como no Equador e no norte do Brasil.
Anteriormente, policiais chegaram a anunciar a morte de dez pessoas na cidade de Lamas mas, segundo o jornal ''El Comercio'', a polícia do Peru divulgou um comunicado mais tarde confirmando apenas a morte de uma pessoa no local. O IGP informou que o tremor ocorreu a 85 quilômetros a noroeste de Moyobamba.
De acordo com o ''El Comercio'', em vários locais houve o registro de sérios danos materiais. A Defesa Civil peruana informou que ao menos 30 casas foram destruídas em Lamas, uma das cidades mais afetadas pelo tremor. O tremor ocorreu às 20h58 deste domingo (22h58 de Brasília), e teve seu epicentro registrado a 85 km ao sudeste de Moyabamba. O abalo afetou o sistema de comunicações e de energia em várias cidades.
Em Manaus, o abalo sísmico de 7,5 graus na escala Richter que atingiu cidades peruanas a mais de mil quilômetros, também foi sentido. O tremor criou pânico em moradores dos prédios mais altos da capital amazonense. O Corpo de Bombeiros atendeu a cerca de 20 chamados de bairros como Japiim, Aleixo e Ponta Negra, onde ficam a maioria dos prédios mais altos da capital.
Os moradores do edifício Portal da Cidade, com 20 andares, no bairro Aleixo, um dos pontos mais altos de Manaus, desceram todos na noite de domingo para a avenida que passa em frente ao prédio.
No Amazonas há apenas um sismógrafo, de propriedade da empresa Manaus Energia. O sismógrafo fica em Balbina, a cerca de 105 quilômetros da capital, e controla a estabilidade dos arredores da Hidrelétrica de Balbina. As informações do sismógrafo foram enviadas pela Manaus Energia à Universidade de Brasília (UnB), mas até as 17h de ontem, hora local, ainda não havia sido divulgado o resultado da análise.


