Treinamento inclui fortalecimento mental e físico
As equipes de elite são formadas por meio de voluntários. O programa básico de treinamento é de 16 semanas de doutrinação, fortalecimento mental e físico, mais uma extensa instrução de campo.
Oficiais e soldados recebem o mesmo treinamento. Os líderes, no entanto, passam por um período extra dedicado à qualificação de comando. O percentual de desistência chega a 70% durante as primeiras etapas de qualificação.
O pessoal da SOF (Special Operations Force) recebe instrução avançada em técnicas de combate em terra e aquáticas, demolições, pilotagem de helicópteros e pequenos aviões, salto noturno de pára-quedas a baixa altura, uso de mísseis leves e disparo de precisão em combate. Artes marciais são praticadas até estágios de faixa preta. Todos são peritos na luta com facas ou punhais e em técnicas de sobrevivência.
Grande parte das equipes dos EUA desenvolveu uma linha própria de armamento. O material básico de cada combatente é o fuzil M16A 5.56 milímetros acoplado a um lançador de bombas de 40 mm, e uma pistola 9 milímetros toda de aço 300M, desenhada especialmente para a SOF com silenciador e carregador de 18 projéteis. Cada companhia é guarnecida com duas metralhadoras pesadas M60, foguetes de porte pessoal AT-4 com alcance de 500 metros, mísseis leves antitanque e antiaéreo, explosivos plásticos de alto poder e granadas de fragmentação.
O grupo é autonômo a partir do momento em que chega ao local da ação. Usa comunicações digitais, localizador de posição via satélite (GPS) e designadores laser para orientar disparos de longa distância ou dirigir armas dotadas de inteligência eletrônica lançadas por aviões de bombardeio. O Pentágono é cuidadoso no controle de informações a respeito da SOF. Mas revela que o último malogro de uma missão ocorreu há 20 anos. O fracasso aconteceu no deserto do Irã, próximo da fronteira com o Afeganistão. (AE)





