A polícia palestina aplicou uma trégua informal com Israel ontem, patrulhando locais normalmente conturbados, e os dois lados concordaram com a renovação de negociações mediadas pelos Estados Unidos para retomar a coordenação da segurança.
A calma foi interrompida por um tiroteio de duas horas na cidade cisjordaniana de Hebron, onde cinco palestinos ficaram feridos. Uma explosão num assentamento judaico deixou dois israelenses feridos. Um lado acusa o outro pelo início do choque em Hebron e Israel alega ser cedo demais para dizer se a trégua está realmente em vigor.
Em um passo rumo à implementação da trégua, israelenses e palestinos concordaram que seus principais comandantes se reuniriam para retomar o diálogo sobre a cooperação na segurança. Funcionários palestinos disseram que o encontro deveria ocorrer hoje em Tel Aviv, com participação dos Estados Unidos.
Numa próxima etapa, o ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres, deveria reunir-se com o líder palestino Yasser Arafat. De acordo com Israel, a reunião entre Peres e Arafat só poderia ocorrer após 48 horas ininterruptas de calmaria.
O novo cessar-fogo tomou impulso anteontem, quando Arafat anunciou que havia ordenado às suas forças que evitassem todos os ataques contra os israelenses e mostrassem máxima contenção, mesmo que fossem agredidas. Israel respondeu com a retirada de tanques posicionados em territórios palestinos e prometeu parar com os ataques militares.
A Cisjordânia e a Faixa de Gaza atravessaram uma quarta-feira na qual prevaleceu o silêncio com exceção dos incidentes em Hebron e no assentamento judaico de Oranit.

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