Trégua no Líbano é frágil
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de agosto de 2006
Jean-Luc Renaudie<br> France Presse 
Israel anunciou ontem que continuará com suas operações militares se a milícia xiita libanesa do Hezbollah não depuser suas armas, o que ilustra a fragilidade da trégua que o Estado hebreu e o Líbano se acusam mutuamente de violar. O cessar das hostilidades entre Israel e Hezbollah, em vigor há apenas uma semana, parece cada vez mais frágil.
O ministro libanês da Defesa, Elias Murr, endureceu o tom de voz e advertiu que qualquer violação do cessar-fogo no Líbano sul será considerada um ato de traição. Seu colega israelense, Amir Peretz, anunciou que Israel impedirá a mobilização do exército libanês ao longo da fronteira entre os dois países enquanto não contar com o apoio de uma força multinacional. O exército israelense realizou uma incursão no sábado contra um reduto do Hezbollah perto de Baalbeck (leste do Líbano), na qual morreu um oficial e outros dois soldados israelenses ficaram feridos.
Para Israel, essa operação foi a resposta a uma violação da resolução 1701 da ONU, que, além do cessar das hostilidades no Líbano, prevê um embargo do fornecimento de armas ao movimento xiita.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, classificou de violação da trégua esta operação e advertiu que este tipo de ação coloca em perigo a frágil calma na região.


