São Paulo - Israel e Hamas concordaram em um cessar-fogo humanitário de 72 horas, a partir das 8 horas locais (2 horas de Brasília) desta sexta-feira. A trégua, a mais longa desde o início do conflito, há 25 dias, foi recebida com esperança de que seja o prenúncio do fim da guerra em Gaza. O acordo foi divulgado pelos EUA e pela Organização das Nações Unidas (ONU), em um comunicado conjunto.
O pronunciamento diz que israelenses e palestinos deram garantias de que a trégua seria incondicional e de que mais negociações seriam feitas para chegar a um cessar-fogo duradouro.
"Reconhecendo a chamada da ONU e em consideração à situação da nossa população, as facções de resistência concordaram", diz comunicado do Hamas. "Contanto que o outro lado acate isso", prossegue. Mais cedo, na quinta-feira, a Casa Branca e a ONU haviam criticado Israel.
O secretário de Imprensa do presidente Barack Obama, John Earnest, chamou o ataque israelense a uma escola na Faixa de Gaza de "inaceitável" e "indefensável". A declaração foi a mais forte crítica a Israel feita pelos EUA durante o atual conflito.
O ataque aconteceu na quarta e atingiu uma escola da ONU usada como acampamento por famílias desabrigadas. Ao menos 15 pessoas morreram.
Já a ONU disse que os palestinos estavam perto de "um precipício". O órgão divulgou que 220 mil pessoas estão abrigadas em seus edifícios, e outras 200 mil estão em casas de parentes.
O chefe da UNRWA - agência da ONU para refugiados palestinos -, Pierre Krähenbühl, disse ao Conselho de Segurança da instituição que Israel deve assumir responsabilidade por ajudar os desabrigados, sobretudo diante da informação de que o Exército estava exigindo a evacuação de mais áreas.
Já a conselheira da ONU para direitos humanos, Navi Pillay, voltou a afirmar que os ataques de Israel pareciam violar as Convenções de Genebra, que determinam as regras dos conflitos armados.

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