Tratado irá limitar tráfico, avalia Patriota
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quarta-feira, 03 de abril de 2013
Folhapress 
São Paulo - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou ontem que o Tratado de Comércio de Armas, aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU), é fruto de um processo longo e difícil, mas "uma conquista importante" com impactos práticos, como a restrição ao comércio ilegal de armas.
"Finalmente chegou-se a um texto muito próximo do consenso. É uma conquista importante que vai limitar o tráfico de armas, com controle da violência e diminuição das tensões em âmbito internacional", afirmou.
Ele ponderou, contudo, que o Brasil gostaria que o acordo tivesse sido mais abrangente.
"Um ou outro aspecto poderia ter ido mais longe, como o certificado do usuário final para impedir que as armas caiam nas mãos (de pessoas não habilitadas)", disse.
Questionado sobre se haverá impacto para a economia brasileira, uma vez que o Brasil é um dos maiores exportadores de armas leves do mundo, o ministro afirmou que o país "está confortável" com os termos do acordo.
"(O acordo é) Fruto de uma posição consensual brasileira. O Brasil está confortável em adotá-lo e está em sintonia com as políticas já adotadas pelo País", afirmou.
As declarações foram feitas após encontro com a ministra dos Negócios Estrangeiros da Geórgia, Maia Panjikidze, no Palácio Itamaraty.
Apoio
A ministra aproveitou para declarar o apoio de seu país à candidatura do embaixador Roberto Azevêdo ao cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).
"O Brasil, como uma potência econômica emergente, é o país certo para ocupar o posto desta organização tão importante. Temos certeza de que ele (Azevêdo) irá guiar esta organização na direção certa."
Sobre os pleitos brasileiros para reforma no conselho de segurança da ONU e das regras do Fundo Monetário Internacional (FMI), Maia Panjikidze afirmou que "o Brasil tem nosso apoio em todas estas questões".


