France Presse
De Moscou

Os deputados russos ratificaram, ontem, durante uma sessão a portas fechadas, o Tratado sobre Proibição Total dos Testes Nucleares (CTBT), anunciou o ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov.
Cerca de 300 dos 450 deputados votaram pela ratificação e 75 contra, informaram os parlamentares. Mas o resultado oficial da votação ainda não havia sido confirmado ontem.
Esta votação ocorre uma semana depois de a Duma (Câmara Baixa do Parlamento) ter ratificado o Tratado de Desarmamento Nuclear russo-norte-americano Start II.
A Rússia firmou o tratado em setembro de 1996, a exemplo de outras quatro grandes potências nucleares (Grã-Bretanha, China, França, Estados Unidos). Mas China e Estados Unidos ainda não o ratificaram.
O Senado dos EUA se recusou a ratificá-lo em 13 de outubro passado. ‘‘Creio que a posição russa em relação aos Estados Unidos foi reforçada de modo sensível’’, declarou, após a votação, o chefe da comissão parlamentar das Relações Exteriores, Dmitri Rogozin.
Rogozin disse que os Estados Unidos devem ainda ratificar o CTBT, assim como os protocolos adicionais do Start II, mas enfrenta atualmente o bloqueio do Senado, dominado pelos republicanos, hostis ao presidente Bill Clinton.
Segundo Rogozin, a boa vontade da Rússia deveria levar os europeus a pressionar os Estados Unidos para que não modifique o tratado ABM de defesa antimísseis. O tratado, de 1972, que os EUA querem alterar para desenvolver seu próprio sistema de defesa, é o pomo da discórdia entre russos e norte-americanos. Os russos afirmam que uma violação do ABM levaria a um questionamento geral dos acordos de desarmamento nuclear, assinados até o momento.

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