O governo norte-americano tem reservas em relação ao protocolo de ratificação do tratado de 1972, que proíbe as armas bacteriológicas, informou ontem o porta-voz do departamento de Estado, Philip Reeker.
‘‘O governo, que apóia firmemente o tratado, está fazendo uma análise do texto do protocolo e ainda não tomou uma decisão a respeito’’, ressaltou Reeker.
O projeto, que está sendo negociado em Genebra há seis anos e cujo texto deveria ser aprovado antes de novembro, prevê medidas para respeitar o tratado de 1972 – ratificado por 143 países –, proibindo o desenvolvimento, produção e a posse de armas biológicas.
Reeker informou que, na semana passada em Washington, o diplomata húngaro responsável pela negociação, Tibor Toth, ‘‘pressionou os Estados Unidos para que se comprometam a aceitar seu texto’’.
Segundo artigos recentes do New York Times e do Washington Post, um informe interno americano recomenda não ratificar o protocolo, sob o risco de gerar nova polêmica com a Europa.
Apesar de a administração do ex-presidente Bill Clinton considerar o protocolo uma ferramenta importante para limitar a proliferação de armas, a do atual presidente, George W. Bush, considera que o texto seria ineficaz para identificar e controlar os países que desrespeitassem o protocolo. Washington também teme, segundo os dois jornais, que sua indústria farmacêutica civil seja submetida a inspeções que possam parecer espionagem industrial.

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