Atenas - Os primeiros-ministros e chanceleres dos Quinze e os 10 novos países da União Européia (UE) assinaram ontem o tratado de adesão, que amplia a União, que terá 25 membros a partir de 1 de maio de 2004. Os representantes dos Quinze e da Polônia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Lituânia, Letônia, Estônia, Chipre e Malta assinaram os dois tomos do tratado, de 4.900 páginas, por ordem alfabética, na Acrópolis de Atenas.
Esta ampliação da UE, a quinta já realizada, pressupõe ''a unificação de 450 milhões de europeus'' no ''mais amplo processo de integração jamais vivido'', destacou o presidente francês, Jaques Chirac. ''É um dia histórico'' para a Europa, proclamou o chanceler alemão Gehard Schroeder, para quem a UE ''é muito mais que um mercado: é uma interação social e cultural''.
Na declaração os 25 dirigentes reiteraram seu compromisso com a luta antiterrorista e a eliminação das armas de destruição em massa, e continuar melhorando suas capacidades civis e militares para fomentar a estabilidade mais além de suas fronteiras e reforçar seus objetivos humanitários.
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, conclamou seus parceiros a serem ''verdadeiros sujeitos políticos capazes de uma só política externa''. Chirac pediu à UE que ''mantenha a coesão'', já que ''a nova Europa não poderá responder às esperanças dos cidadãos se suas ambições políticas não forem esclarecidas e seu funcionamento não for profundamente revisto''.
Os líderes insistem em seu ''apoio à ONU e a seus esforços para garantir a legitimidade internacional e a responsabilidade global''. Com a ampliação para o leste entrarão no 1 de maio de 2004, depois dos processos de ratificação nos 25 países, 80 milhões de novos cidadãos europeus.
A partir de 2007 a UE prevê aceitar como membros a Bulgária e a Romênia se estes países realizarem as reformas necessárias para a integração. A Turquia já num processo de reformas nos campos de democratização e de direitos humanos, depois do que a UE decidirá no final de 2004 se negocia sua integração. A Comissão Européia estuda, além disso, se a Croácia pode ser candidata a entrar na UE.

mockup