O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, fizeram na semana passada uma rápida visita à Líbia. Essa foi a primeira visita de chefes de Estado à Líbia desde a tomada da capital Trípoli pelos rebeldes.
  Os dois líderes europeus se reuniram na capital com o líder do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdel Khalil, e com seu primeiro-ministro, Mahmoud Jibril.
  Em pronunciamento conjunto a jornalistas marcado por agradecimentos por parte dos líbios e comprometimento com a democracia, Khalil agradeceu o apoio econômico, político e militar afirmando que sem ele, os rebeldes não teriam conseguido ir adiante. ‘‘Estamos felizes com o apoio e esperamos completar nossa liberdade e a liberação do nosso território.’’ Depois, Jibril pronunciou-se também agradecendo o apoio e afirmou que ‘‘ninguém irá impor uma agenda ou vontade’’.
  O discurso de Sarkozy enfatizou que os líbios podem contar com o apoio da França e que aqueles que cometeram crimes na Líbia ‘‘devem ser levados à Justiça’’. Depois, afirmou ser mentira o que a imprensa publica sobre a França e Reino Unido dizendo que quererem obter vantagens políticas na Líbia.
  Cameron, por sua vez, reconheceu as dificuldades, mas exaltou os rebeldes e a transformação que ele viu na capital Trípoli desde a tomada da cidade por rebeldes há algumas semanas. ‘‘Presto uma homenagem a esse povo corajoso que removeu um ditador do poder, a revolução é de vocês.’’


● Fundada no século VII a.C. pelos fenícios, é a capital, a maior cidade e a mais populosa da Líbia, com aproximadamente 1,7 milhão de habitantes

● Nos sistemas parlamentaristas ou semipresidencialistas, o primeiro-ministro ou premiê desempenha as funções de chefe de governo

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