Berlim - Os governos da Grã-Bretanha, França e Alemanha querem que o poder seja transferido às autoridades civis no Iraque ''o mais cedo possível'' e que a ONU desempenhe um papel mais importante, afirmou o chanceler alemão Gerhard Schroeder após uma reunião entre os dirigentes dos três países, em Berlim.
O presidente francês Jacques Chirac e o primeiro-ministro britânico Tony Blair chegaram ontem à capital alemã para uma reunião com Schroeder, no primeiro encontro entre os três dirigentes desde suas divergências sobre a guerra no Iraque.
Blair foi o primeiro a chegar e apertou calorosamente a mão do chanceler. Minutos mais tarde, Chirac foi recebido pelo chefe de governo alemão com um forte abraço e em seguida os três posaram para fotos. Os três dirigentes falaram sobre o Iraque e a Europa, antes da apresentação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU sobre a situação iraquiana, e da conferência intergovernamental de Roma, que deve adotar a futura Constituição da União Européia de 25 membros.
Importantes divergências surgiram sobre a participação e a atual operação militar americana no Iraque, apoiada por Londres, e condenada por Berlim e Paris, mas segundo o porta-voz do governo alemão, Bela Anda, os três países europeus ''não querem olhar para o passado''.
A posição franco-germânica sobre o Iraque continua muito firme, apesar de alguns analistas alemães indicarem que Schroeder está adotando, ao contrário de Chirac, uma posição de ''mediador'' em relação à resolução da ONU.
Atentado Akila Al Hashimi, integrante do Conselho de Governo Transitório iraquiano, foi ferida à bala na manhã de ontem em Bagdá, no primeiro atentado contra membros deste organismo.
Akila foi atingida por dois tiros no estômago, um no ombro e outro na perna e seu estado, ontem, era considerado ''grave''. O ataque ocorreu em frente à casa de Akila. Já seu motorista foi baleado nas costas e os dois foram atendidos no Hospital Yarmuk.

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