São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (26) a proibição de transgêneros nas Forças Armadas. "Após consultas com generais e especialistas militares, o governo dos Estados Unidos [decidiu que] não irá aceitar ou permitir que indivíduos transgênero sirvam no Exército americano", afirmou Trump. "Nosso Exército deve estar concentrado em vitórias decisivas e esmagadoras e não pode ser prejudicado com os gastos médicos e transtornos tremendos que transgêneros no Exército representariam."

O anúncio representa uma reversão de uma importante política de inclusão do governo de Barack Obama, que em junho de 2016 derrubou o veto a transgêneros no Exército. Com a decisão do governo Obama, o Pentágono passou a cobrir despesas clínicas como terapia hormonal e operação, a custo estimado de US$ 4,2 milhões por ano, ou 0,7% dos gastos médicos com as tropas.

A Rand Corporation, que faz pesquisa para o Departamento de Defesa, estima que 2.450 do total de 1,3 milhão de membros ativos das Forças Armadas sejam transgêneros, e que, ao ano, cerca de 65 militares busquem readequar seu gênero.

Não é a primeira medida que Trump toma com restrições a transgêneros. Em fevereiro, revogou instruções federais às escolas para permitir que estudantes transgênero usassem banheiros e vestiários compatíveis com sua identidade de gênero. A orientação passou a ser de responsabilidade das autoridades de cada Estado.

Em sua proposta de Orçamento enviada ao Congresso, Trump pediu aumento de US$ 54 bilhões nos investimentos em Defesa, o que representa uma alta de 10%. O republicano foi eleito com uma plataforma de valorização das Forças Armadas.

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