O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Maurício Corrêa decide hoje se autorizará ou não a transferência do ex-general paraguaio Lino César Oviedo de uma cela da superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso há uma semana, para o quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A transferência de Oviedo foi pedida ao STF, na semana passada por seus advogados de defesa, Luiz Eduardo Roriz e Renata Saraiva Verano. Corrêa passou o final de semana analisando o pedido.
Preso em Foz do Iguaçu (PR), no domingo passado, Oviedo divide na PF uma cela com mais três presos – um alemão e dois brasileiros. O alemão é acusado de homicídio e aguarda extradição. Os brasileiros cumprem pena por tráfico de drogas.
Para os advogados, Oviedo corre risco de vida por estar dividindo a cela com esses presos. Segundo eles, a família do ex-general teme por sua segurança uma vez que ele estaria sofrendo ameaças de morte por parte de adversários políticos no Paraguai.
Os advogados anexaram cópias de recortes de jornais paraguaios com a publicação de reportagens falando do oferecimento de recompensa pela cabeça de Oviedo.
A defesa ainda alega que Oviedo é hipertenso e precisa de acompanhamento médico, além de alimentação especial, o que não lhe é garantido nas dependências da Polícia Federal.
O ministro Maurício Corrêa requisitou à Polícia Militar do Distrito Federal informações sobre as celas especiais. O mesmo também foi feito em relação à Polícia Federal, que já forneceu os dados.
‘‘Só de posse dessas informações poderei decidir sobre o pedido de transferência’’, explica Corrêa. A PM deverá enviar os dados referentes às condições de suas celas no início da semana.

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