Tragédias climáticas abalam o mundo
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quinta-feira, 27 de agosto de 1998
Das agências 
Enquanto o furacão Bonnie, que chegou à costa leste dos Estados Unidos na quarta-feira, derrubou árvores e postes de eletricidade no Estado da Carolina do Norte, mas perdeu força rapidamente, transformando-se numa tempestade tropical, outros fenômenos climáticos atingiram vários pontos do mundo, deixando um rastro de morte e destruição.
Ao que tudo indica, Bonnie não causou a devastação que temíamos que ele provocasse, disse a porta-voz do governo do Estado de Carolina do Norte, Jackie Oakes. Um dia antes de atingir a costa, Bonnie se deslocava pelo Oceano Atlântico com ventos de até 190 quilômetros por hora. Ontem à tarde, porém, os ventos eram de 105 quilômetros horários. Diante de uma possível catástrofe, mais de 250 mil pessoas foram retiradas das áreas de risco do Estado. De acordo com meteorologistas, as chuvas causadas pelo furacão devem continuar nos próximos dias.
Japão Chuvas torrenciais em algumas regiões do Japão causaram o transbordamento de rios e deslizamentos de terra que deixaram 10 mortos e pelo menos cinco desaparecidos, ontem, informaram autoridades locais. Oficiais do vilarejo de Nishigo, a cerca de 185 quilômetros ao norte de Tóquio, informaram a morte de cinco pessoas e ferimentos em uma após um deslizamento de terra. Foram registrados mais de 500 milímetros de água nas últimas 24 horas.
Guatemala Um deslizamento de terra provocado por fortes chuvas causou a morte, ontem, de 25 índios quichés em quatro aldeias ao norte da capital guatemalteca. Inicialmente, as equipes de resgate informaram ter encontrado 17 corpos, mas outros grupos encontraram outras vítimas, segundo Elana Aponte, fotógrafa que se encontra no local da tragédia. Anuncia-se que há 18 desaparecidos.
Tibet Cerca de 53 pessoas morreram por causa das inundações e enxurradas de lama que atingem o Tibet há dois meses, informou ontem a agência oficial da China, Xinhua. Desde julho as fortes chuvas provocaram cheias nos rios Yarlung Zangbo (Brahmaputra) e Lhasa, batendo todos os recordes, informou a agência Xinhua. Entre as 70 regiões do Tibet, 40 foram atingidas, acrescentou a agência.
Terremoto A zona de fronteira entre a China e o Afeganistão foi sacudida ontem por um forte terremoto que chegou a alcançar 6,6 na escala Richter, segundo o centro de sismologia de Urumqi, a capital da província afetada. O epicentro do terremoto foi localizado a sudoeste da cidade de Xinjiang. Até o momento não foram divulgadas informações sobre vítimas.


