A tragédia provocada pela passagem do furacão ‘‘Pauline’’ pelas costas mexicanas do Pacífico, que causou até agora, pelo menos, 150 mortes, dezenas de desaparecidos e cerca de 200 mil desabrigados, dominou a atenção da imprensa local, que divulgou ontem aterradoras cenas do desastre e fez apelos à solidariedade nacional com as vítimas.
‘‘Acapulco arrasada’’, ‘‘Furiosas chuvas deixam esteira de morte’’, ‘‘Desastre em Acapulco’’, ‘‘Devastação’’, ‘‘Morte e destruição’’, ‘‘Lama e luto’’ foram algumas das manchetes dos principais jornais.
As imagens de dezenas de corpos amontoados, principalmente crianças, e fotos dos esforços desesperados das equipes de socorro para ajudar as vítimas em meio a um cenário de destruição dominaram as primeiras páginas dos jornais, que apelaram à solidariedade nacional.
Pessoas lutando para escapar das correntes de lama que desceram das alturas da cidade portuária, veículos em pedaços e amontoados ou virados e edifícios destruídos e inundados foram as cenas que ilustraram as notícias da tragédia.
Os órgãos de comunicação coincidiram em que, passado o furacão, o principal problema são as precárias condições sanitárias, a carência de água potável e os possíveis focos de epidemias, como dengue, impaludismo e até cólera.
‘‘É necessário que as autoridades atuem prontamente para amenizar, até onde seja humanamente possível, o sofrimento dos habitantes das regiões afetadas’’, nos Estados sulistas de Oaxaca e Guerrero, segundo destacou em editorial La Jornada.
De acordo com a imprensa, falta equipamento pesado para remover toneladas de pedra e lodo, enquanto o exército aplica o plano de emergência DN-III.
Em Acapulco, o serviço telefônico e a energia elétrica foram suspensos em 80%, enquanto o aeroporto e o porto continuam fechados, informou ontem à emissora local Rádio Red o Ministro de Comunicações e Transporte, Jorge Ruíz Sacristan.
A força de ‘‘Pauline’’ baixou ao nível de tormenta tropical e continua enfraquecendo.
Balanço O número de mortos no porto mexicano de Acapulco, em seguida à trágica passagem do furacão ‘‘Pauline’’, pode ser superior a 150, assegurou ontem o médico Juan Betancut, encarregado de receber os corpos.
‘‘Achamos que há muitas outras vítimas porque ainda existem corpos cobertos pelos escombros’’, informou.
Segundo o último boletim oficial, as vítimas mortais no estado de Guerrero, no sul, chegavam a 107, mas versões extra-oficiais destacavam que podem ser mais de 200. O famoso porto de Acapulco foi o local mais atingido pelo ‘‘Pauline’’.

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