Tragédia comove o mundo todo
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de agosto de 1997
Paris 
A morte da princesa Diana e do multimilionário Dodi Al Fayed comoveu o mundo inteiro. O Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, que se encontrava na localidade de Sedgefield (Norte), declarou-se totalmente aturdido pela morte de Diana, a quem chamou de princesa do povo.
Todo nosso país, todos, estaremos em estado de choque e de luto. Diana era uma pessoa maravilhosa, carinhosa, cheia de compaixão, que o povo amava, não somente na Grã-Bretanha, mas no mundo inteiro, disse Blair.
Em Marthas Vineyhard (Massachussets), o presidente norte-americano Bill Clinton e sua esposa Hillary se manifestaram profundamente entristecidos.
O comunicado da Casa Branca indica: Tanto Hillary como eu a conhecíamos. A queríamos. Estamos profundamente entristecidos por este acontecimento trágico. Nossos pensamentos e orações estão com sua família, seus amigos e seus filhos.
Em Paris, o Presidente francês Jacques Chirac expressou sua viva emoção depois de ter tomado conhecimento do desaparecimento brutal de Diana.
Era uma jovem de nosso tempo, carinhosa, cheia de vida e generosidade. Sua morte trágica será profundamente sentida, já que era uma figura familiar para todos. Nestas horas terríveis, penso em sua família e principalmente em seus filhos, assinalou Chirac.
O primeiro-ministro francês Lionel Jospin, falou em nome do Governo e dirigiu suas condolências à família real, às autoridades britânicas e principalmente aos filhos e parentes de lady Diana.
As mensagens de condolência foram chegando a Londres procedentes do mundo inteiro. Entre as casas reais européias, o Rei Juan Carlos e a Rainha Sofia, de Espanha, expressaram sua condolência e pesar.
O presidente do governo espanhol, José Maria Aznar, também expressou seus mais sinceros pêsames.
A rainha Beatriz da Holanda se disse profundamente consternada.
Entre as outras mensagens de personalidades do primeiro plano mundial chegadas ao Palácio de Buckingham, incluem-se as do grão duque e grã-duquesa Josefina-Charlotte de Luxemburgo, do rei Carlos Gustavo XVI da Suécia, do rei Harald V da Noruega, da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, do chanceler alemão Helmut Kohl (disse que Diana foi vítima de uma concorrência cada vez mais brutal e desprovida de escrúpulos existente em uma parte dos meios de comunicação), da Cruz Vermelha, da madre Teresa, do presidente russo Boris Yeltsin e do primeiro-ministro australiano John Howard, entre outros.
A morte de lady Di só foi parcialmente ignorada nos meios de comunicação chineses. No país, jornais, rádio e televisão relegaram a notícia a seus últimos minutos de informativos.


