TRAGÉDIA
Tremores de terra não são novidades para os moradores do Chile. Um terremoto com 8,8 graus na escala Richter, sim. O último abalo sísmico expressivo acontecera há 25 anos, tema esquecido entre os santiaguinos até a madrugada do último sábado quando às 3h44 o chão e as paredes começaram a tremer, os móveis a cair, os objetos de vidro a estilhaçar por exatos um minuto e 30 segundos, tempo demais para não saber o que vinha pela frente. O terremoto de 85 começou devagar e foi crescendo de intensidade, este iniciou forte e se manteve assim por todo o tempo, relata Gean Paolo Sanino, que lembra bem o antigo e sentencia: este último, o quinto mais forte do mundo na história, segundo o Centro de Pesquisa Geológica dos EUA, foi muito pior. O grande estrago aconteceu em Concepción, 120 km a sudoeste do epicentro que ocorrreu no mar a 35 km de profundidade. Em Santiago, o tremor atingiu magnitude de 7 graus, número semelhante ao do terremoto do Haiti, em janeiro deste ano, onde morreram 217 mil pessoas.
● É uma escala logarítmica desenvolvida em 1935 por dois sismólogos americanos que calcula as magnitudes das ondas sísmicas liberadas por terremotos
● País da América do Sul que ocupa uma longa e estreita faixa costeira encravada entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacífico. É um dos países mais estáveis e prósperos da América Latina





