A passagem do ciclone Sidr por Bangladesh arrasou cidades, destruiu as redes elétrica e telefônica no sudoeste do país e matou pelo menos 606 pessoas, segundo balanço oficial do Ministério de Gestão de Desastres. Ventos de até 240 quilômetros por hora atingiram a costa bengalesa, elevando o nível do mar e do rio Ganges, que inundaram casas. Com muitas áreas ainda incomunicáveis, o número de vítimas continua a subir. As agências de notícias locais estimam que os mortos já passam de 3.100. Depois de assolar o sudoeste, o ciclone perdeu força e se converteu em tempestade tropical no centro da país, de onde seguiu para a Índia. Os fortes ventos, porém, persistem na capital e na cidade portuária de Chitagong, dificultando os trabalhos de resgate. Cerca de 60% dos bengaleses vive a menos de dez metros do nível do mar e as casas de bambu e barro comuns no país têm pouca resistência às tempestades, aumentando o potencial de destruição. A maioria dos corpos já resgatados foi encontrada em escombros de casas.

Uma das nações mais pobres da Ásia é periodicamente atingida por furacões, ciclones e tempestades. Em 1970, um ciclone matou meio milhão de pessoas. Desde então, o país desenvolveu um sistema de alarmes e abrigos públicos – que não impediram a morte de 140 mil pessoas em 1991, durante a passagem de uma tempestade tropical

Ciclone, tufão e furacão são nomes diferentes para um mesmo fenômeno: os redemoinhos de vento que giram em torno de um centro de baixa pressão.O ciclone é o nome mais genérico para a massa rodopiante de nuvens que gira em um local onde o ar quente se elevou e foi substituído pelo ar frio das proximidades

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