Traficantes fazem denúncia contra Samper
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quinta-feira, 06 de março de 1997
Reuter 
BOGOTÁ - Em uma entrevista à emissora colombiana QAP que poderá custar seu cargo diplomático, o embaixador dos Estados Unidos em Bogotá, Myles de Frechette, afirmou que recebeu pessoalmente informações de que os irmãos traficantes William Rodriguez Orejuela e Miguel Rodriguez Orejuela têm provas que incriminam o presidente Ernesto Samper. As declarações enraiveceram aliados do presidente, um dos quais chamou o embaixador de filho de uma cadela.
Segundo o embaixador, os irmãos ofereceram à DEA (polícia antidrogas americana) provas que poderiam levar Samper para a cadeia, além de informações sobre as rotas utilizadas pelo cartel de Cali para o escoamento de drogas em território americano. Em troca, os narcotraficantes queriam que os Estados Unidos parassem de persegui-los. A resposta de meu governo foi não, afirmou. Propuseram uma troca e eu rejeitei, já que não estamos aqui para fazer acordos com eles (narcotraficantes), afirmou Frechette. Isso de perseguir o presidente Samper não é política dos Estados Unidos.
A reação às declarações do embaixador foi imediata. Enfurecidos pela decisão do governo de Washington de descertificar pelo segundo ano consecutivo a política antidrogas da Colômbia, integrantes da tropa de choque de Samper chegaram a pedir a expulsão do embaixador. O presidente deve exigir que ele entregue as provas, afirmou o senador Jaime Duss.


