France Presse
De Nova York
O prêmio Nobel de Medicina 1999, Guenter Blobel, 63 anos, explicou nesta segunda-feira em Nova York que seus trabalhos sobre o ‘‘funcionamento das células farão avançar as pesquisas sobre doenças como o câncer, a aids e o Alzheimer’’.
Blobel frisou que os avanços logrados por ele e sua equipe na explicação dos mecanismos moleculares – principalmente, que as proteínas emitem certos sinais que regem seu transporte e localização na célula – permitem avançar na determinação de doenças congênitas. Entre estas citou a hiperoxaluria, que produz cálculos renais em idade jovem e a fibrose cística.
Várias doenças hereditárias se devem a erros nesses mecanismos de sinais e de transporte, assinalou o novo prêmio Nobel, destacando, no entanto, que seus trabalhos ‘‘não são uma cura para a aids, nem para o Alzheimer, nem para o câncer’’.
O pesquisador americano, que nasceu em Waltersdorf, na ex-Silésia alemã, indicou que ‘‘quanto mais compreendermos como funcionam as células, mais saberemos acerca de como funciona o câncer, como funciona o Alzmeiher, como funciona a aids’’.
O laureado de 1999 declarou também que os avanços no conhecimento dos mecanismos que fazem com que as proteínas se encaminhem para diversos compartimentos da célula contribui para a fabricação de novos medicamentos.
Guenter Blobel anunciou que doará seu prêmio à reconstrução de Dresden, a cidade alemã que viu aos 8 anos ser destruída por um ataque aliado em 1945. Assinalou que o prêmio – 7,9 milhões de coroas suecas (US$ 960 mil) – será destinado à Fundação Amigos de Dresden, criada por ele, para reconstruir os velhos prédios da cidade e a sinagoga.

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