O governante Partido Trabalhista britânico recebeu severas críticas ontem por ter acusado vários canais de televisão, entre os quais a BBC, de atiçar a hostilidade contra seus candidatos durante seus deslocamentos na atual campanha para as eleições legislativas de 7 de junho.
A secretária-geral do Partido Trabalhista, Margaret McDonagh, enviou uma carta confidencial aos chefes de redação dos noticiários dos canais de televisão BBC, ITN e Sky News, reprovando-os por estimular manifestações contrárias a seus candidatos.
Os trabalhistas acusam as equipes de televisão, informadas algumas horas antes do deslocamento dos candidatos para ter tempo de instalar seu material, de avisar a grupos potencialmente descontentes para que possam reservar uma ‘‘recepção hostil’’ ao candidato. Tudo isso, certamente, filmado pelas câmaras.
Na semana passada, o primeiro-ministro Tony Blair quase foi agredido pela esposa de um paciente de um hospital que se dispunha a visitar.
Poucas horas mais tarde, seu vice-primeiro-ministro John Prescott, de 62 anos, recebia um ovo no ombro, o que causou o já famoso soco de represália em um camponês, Craig Evans, de 29 anos.
‘‘Estou segura de que tanto vocês como eu desejamos que esta maneira de comportamento termine imediatamente, pois supera a fronteira entre criar e transmitir informação’’, declarou Margaret McDonagh em sua carta.
Depois disso, foi realizada uma reunião de emergência entre Margaret McDonagh e os responsáveis pelo setor de informação dos três canais, que reagiram irritados, contestando as acusações dos trabalhistas.
ThatcherA ex-primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher, de 76 anos, engajou-se na campanha eleitoral e prometeu luta sem trégua ao ‘‘pensamento repugnante’’ de uma Grã-Bretanha submetida à Europa. Acusou o primeiro-ministro trabalhista Tony Blair de ter ‘‘valores socialistas no sangue’’ e atacou o euro. ‘‘A Europa foi sempre a causa de nossos problemas, jamais a solução’’, concluiu a Dama de Ferro.

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