Uma eventual vitória do candidato da oposição trabalhista Ehud Barak, no primeiro turno da eleição geral israelense, na segunda-feira, depende da decisão de três ‘‘pequenos’’ candidatos, segundo pesquisas divulgadas ontem.
Três dias antes da votação, as expectativas recaem sobre a retirada das candidaturas a primeiro-ministro do árabe Azmi Bishara, do representante da extrema-direita Benny Begin e do moderado Yitzhak Mordehai. Só assim seria possível para Barak obter mais de 50% dos votos, logo no primeiro turno de votação.
Por enquanto, Bishara faz suspense. Begin também fala de uma possível retirada neste domingo, e o terceiro candidato, o chefe do partido moderado, Yitzhak Mordehai, mesmo em queda livre nas pesquisas há dois meses, insiste em se manter na disputa.
Segundo a rádio estatal, o partido trabalhista exerceria pressões constantes sobre Bishara para que renuncie, enquanto que aliados do primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu tratam de convencer Begin para que mantenha a candidatura.
Segundo o instituto Gallup, Barak tem atualmente 48,5% das intenções de voto. Se Bishara e Begin retirassem suas candidaturas, Barak ganharia, com 50,3% dos votos.
As projeções indicam que, se apenas Bishara se retirase, Barak obteria 49,9%. Uma pesquisa do instituto Dahaf indica que Barak ganharia no primeiro turno com 54% dos votos se Mordehai abandonasse a candidatura.
Entre os aliados de Netanyahu, a estratégia é evitar uma vitória de Barak no primeiro turno, pois existem chances de vitória de Netanyahu, em caso de segundo turno.
Segundo a pesquisa do Gallup, o Likud, partido do primeiro-ministro, sofrerá uma grave derrota nas eleições legislativas, perdendo entre 12 e 13 deputados. Os trabalhistas obteriam entre 28 e 29 contra 34 atualmente, e o grande vencedor seria o partido moderado Shinoui, que passaria de 2 para 6 deputados.France PresseBenjamin Netanyahu aposta suas fichas num segundo turnoFrance Presse

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