A cidade de Buenos Aires e algumas cidades da Argentina, amanheceram ontem sem ônibus, com os hospitais paralisados e a maioria das escolas fechadas na primeira greve enfrentada pelo presidente Fernando de la Rúa. O ato, convocado por um grupo dissidente da CGT, liderado pelo caminhoneiro Hugo Moyano, contou com a adesão dos motoristas de ônibus e caminhoneiros.
Prevista para durar 24 horas, a manifestação tinha por objetivo protestar contra a política econômica e a reforma trabalhista, que visa flexibilizar o mercado de trabalho, reduzindo custos de contratação para estimular a criação de vagas.
Os professores da rede pública, médicos em hospitais, funcionários da Justiça, trabalhadores estatais e parte dos empregados das empresas aéreas também aderiram à paralisação. Trens e metrôs operavam normalmente.
A proposta de reforma inclui ainda a descentralização das negociações salariais, o que representa redução do poder dos sindicatos. ‘‘A greve está em andamento em todo o país’’, disse Julio Piumato, diretor dos grêmios dos empregados judiciais. O presidente De la Rúa avaliou que era prematuro fazer uma avaliação da extensão do movimento.

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