Domenique Faget/AFPRefugiadosEm Madri, casal chileno acompanha decisão sobre Pinochet no rádioO grupo Tortura Nunca Mais também comemora a decisão britânica de recusar a imunidade diplomática ao ex-ditador Augusto Pinochet. ‘‘Isso para o Brasil tem um significado grande porque nossa Justiça é atrasadíssima. Queremos ser tão modernos e um órgão tido como tradicional surpreende o mundo. Que sirva de exemplo’’, avaliou ontem a diretora do Tortura Nunca Mais, Flora Abreu, em entrevista à Folha por telefone, do Rio de Janeiro.
Ela disse que ontem foi dado um passo importante, mas espera que o governo britânico autorize a extradição de Pinochet para a Espanha ou outro País que queira julgá-lo. ‘‘‘É uma forma de o mundo conhecer os crimes praticados pelos ditadores sanguinários que mataram pessoas em nome de princípios políticos’’, explicou a dirigente. Flora Abreu acredita ainda que a decisão britânica mostra que a impunidade não ganha sempre. ‘‘O mundo caminha para uma consciência sobre os direitos humanos’’, acredita.
A diretora do Tortura Nunca Mais diz que o grupo vai continuar lutando para que o governo brasileiro reconheça os cinco mortos durante o regime militar do Chile, entre eles Wânio José de Mattos. Também estão na lista Túlio Quintilhanio, Luiz Carlos de Almeida, Nelson Kohl e Jane Vanini. (P.Z)

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