France Presse
De Londres
Tóquio continua sendo a mais cara cidade do mundo, e Nova York a mais cara das Américas, segundo a classificação do Economist Intelligence Unit (EIU), publicado ontem em Londres, destacando que Buenos Aires é a mais cara das cidades latino-americanas.
Segundo o EIU, ligado ao semanário britânico ‘‘The Economist’’, o custo da vida aumentou 26% num ano em Tóquio, que tem a fama de ser a cidade mais cara do mundo desde 1991. A capital japonesa é seguida pela também japonesa Osaka, e imediatamente depois por Hong Kong e Libreville.
As cidades mais baratas do mundo são agora Nova Delhi (que ocupa o lugar 126 na lista decrescente) e Bombaim, lugar ocupado no ano passado por Trípoli, que deu um salto espetacular passando ao posto número 14 em razão da harmonização das taxas de câmbio oficiais e não-oficiais e o levantamento parcial das sanções da ONU.
Nova York (a 12ª mais cara do mundo), que o EIU utiliza como base de comparação com os preços médios de outras cidades para o cálculo de seu índice, é a cidade mais cara das Américas, seguida por Chicago (20ª). Atlanta (75ª) é a mais barata dos Estados Unidos.
A primeira cidade da América Latina que aparece na lista mundial é Buenos Aires (24ª), a boa distância da Cidade do México (63ª) e Caracas (70ª).
Montreal e Vancouver, ambas em 70º lugar, são as cidades mais caras do Canadá, Calgary (94ª), a mais barata.
Londres é a cidade mais cara da Europa e a sétima mais cara do mundo, tendo ultrapassado Paris e Genebra no ano passado. Continua em posição semelhante Oslo e Zurique, que estão à frente 115 posições de Bucareste, a cidade mais barata da Europa.
A alta do dólar australiano levou Sydney ao posto número 45, no mesmo nível do Cairo e Amã.
Na Ásia, o fortalecimento das moedas encareceu também Taipé (que passou na lista do posto 33 ao 12), igualando Nova York, assim como Cingapura (de 30 a 17) e Seul (de 52 a 24), que está agora no nível de Abidjã e São Francisco.
A fraqueza do euro e o fortalecimento relativo da libra fizeram avançar também na classificação a cidade britânica de Manchester, que passou ao 20º posto, ultrapassando Amsterdã, Helsinque e todas as cidades alemãs.

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