Tony Blair vence as eleições na Grã-Bretanha
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Associated PressDe Londres 
Num dia ensolarado e normal - com a indústria, comércio e bancos funcionando -, os britânicos compareceram ontem às urnas para eleger um novo Parlamento que, na prática, não mudará de controle. As projeções de boca-de-urna confirmavam ampla maioria para o Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Tony Blair. Os postos eleitorais abriram às 7 horas locais e fecharam tarde, às 22 horas.
Pesquisas publicadas logo após o fechamento das urnas apontavam para uma vitória dos trabalhistas, com 44% dos votos, seguidos pelos conservadores, com 32%, e pelos liberais-democratas, com 17%. Candidatos de outras frentes somavam 7%.
De acordo com esses números, os trabalhistas ficariam com 408 cadeiras no Parlamento, contra 177 dos conservadores, 44 dos liberais-democratas e 30 de outros partidos. Nas eleições gerais de 1997, os trabalhistas tiveram 418, os conservadores, 165, e os liberais-democratas, 46 cadeiras.
A abstenção na Grã-Bretanha é tradicionalmente alta. Era calculada em torno de 30%. Em Oldham (norte), abalada por recentes distúrbios racistas, os candidatos foram proibidos de fazer discursos. A votação ocorreu sem problemas também na Irlanda do Norte.
A rainha Elizabeth não votou, embora a Constituição garanta esse direito a ela. Sua Majestade, como chefe de Estado, prefere manter neutralidade, disse um porta-vos do Palácio de Buckingham. Só foram proibidos de votar os que têm problemas com a justiça.


