Fiel amigo de Bill Clinton, o Primeiro-Ministro britânico Tony Blair informou ontem, através de seus porta-vozes, que não ‘‘se distancia’’ em absoluto do presidente norte-americano, ameaçado de destituição e cuja queda política já é antecipada pela imprensa britânica.
Em referência à ameaça de ‘‘impeachment’’ que pesa sobre o presidente pelo caso Lewinsky, Downing Street, sede do governo britânico, insistiu em ‘‘descartar a idéia de que Tony Blair tome distância do Presidente Clinton’’, rompendo assim com o silêncio observado pela maior parte das grandes capitais.
‘‘O primeiro-ministro considera Bill Clinton como um amigo muito próximo e um aliado deste país. Nenhum outro presidente dos Estados Unidos fez mais pela paz na Irlanda do Norte que o Presidente Clinton’’, disse um porta-voz.
Durante sua visita ao Ulster e à República da Irlanda, no início deste mês, o presidente norte-americano foi recebido unanimemente como um ator principal no processo de paz. E desde sua eleição há 16 meses, Blair mostrou em inúmeras ocasiões sua solidariedade com Clinton, sem esconder uma fonte de inspiração procedente do outro lado do Atlântico, que lhe valeu o sobrenome de ‘‘Blinton’’. Mas o tom da imprensa britânica era bem distinto.
O sensacionalista The Mirror trouxe na primeira página uma foto de Clinton com um interminável nariz de Pinóquio e pedia a Blair para não se misturar com este ‘‘mentiroso sórdido e egoísta’’.
O popular The Sun julgava Clinton ‘‘culpado como o pecado’’, afirmando que, quando o relatório do promotor Starr estiver na Internet (o que aconteceu ontem), o Presidente norte-americano estará ‘‘definitivamente acabado’’.

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