Tony Blair faz sua última visita ao Iraque
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sábado, 19 de maio de 2007
Mathieu Gorse<br>France Presse 
Bagdá - O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, chegou ontem a Bagdá e se reuniu com seu colega Nuri al-Maliki em sua última visita ao Iraque antes de deixar seu cargo no final de junho.
Trata-se da oitava visita de Blair ao Iraque desde a invasão em março de 2003. A embaixada britânica se negou a dar detalhes sobre a permanência de Blair por razões de segurança, mas o gabinete de al-Maliki divulgou fotos que mostravam ambos os líderes juntos. Blair deve se reunir também com o presidente iraquiano, Jalal Talibani.
''O primeiro-ministro destacará o vínculo fundamental que existe entre política e segurança. Está acontecendo uma virada e os próximos meses serão cruciais'', declarou um porta-voz de Downing Street.
O porta-voz comentou que Blair estava contente com os progressos realizados por uma coalizão tribal sunita, que começou a lutar contra a al-Qaeda na província rebelde de al-Anbar.
No passado, a coalizão governamental liderada pelos xiitas levantou suspeitas de possíveis ligações entre os chefes tribais sunitas e a al-Qaeda. ''O primeiro-ministro se esforçará também para promover verdadeiros avanços na tarefa de reconciliação'' entre as diferentes comunidades, acrescentou o porta-voz.
Pouco antes da confirmação oficial da visita surpresa de Blair, dois obuses caíram na Zona Verde fortificada de Bagdá, que abriga as instituições iraquianas e as embaixadas americana e britânica. Nenhum registro do ataque foi fornecido, o último de uma série de disparos cada vez mais precisos contra a Zona Verde.
Tony Blair deixará suas funções de primeiro-ministro no dia 27 de junho, após dez anos no poder. Maior aliado do presidente americano George W. Bush, Blair, continua defendendo a guerra do Iraque. Quatro anos depois, mais de sete mil soldados britânicos continuam no Iraque.
O atual ministro das Finanças Gordon Brown, que sucederá Blair no final de junho, anunciou na semana passada que pensa em visitar o Iraque ''muito em breve'', e que se opõe a um calendário de retirada das tropas britânicas.
A previsão é de que 1.600 soldados do contingente britânico sejam retirados do Iraque até o final de 2007. Em abril, o mais violento desde a invasão, 12 soldados britânicos morreram. No total, 148 soldados britânicos morreram desde 2003.
Atentados - Ontem, pelo menos 15 civis iraquianos, todos eles curdos xiitas, morreram em um ataque efetuado em seu povoado por homens uniformizados, próximo de Mandeli (leste), na fronteira com o Irã. O exército norte-americano informou ainda a morte de oito militares em ataques nessa sexta-feira e sábado.


