Toma posse o novo premier de Israel
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terça-feira, 06 de março de 2001
Associated Press De Jerusalém 
Depois de décadas como controvertido soldado e político, Ariel Sharon está pronto para tornar-se hoje primeiro-ministro com a missão urgente de restaurar a segurança para um Israel cada vez mais ansioso, abalado por cinco meses de violência com os palestinos. Com as conversações de paz suspensas e militantes islâmicos ameaçando promover novos ataques à bomba, Sharon, de 73 anos, irá enfrentar imediatamente duras decisões sobre como lidar com o levante palestino que já deixou mais de 420 mortos. Se ele reprimir duramente os árabes poderá inflamar a confrontação. Mas, se falhar em conter a violência, poderá perder o apoio dos israelenses.
Faremos todos os esforços para alcançar (a paz), mas a realidade ao nosso redor nos lembra que a luta pela terra de Israel ainda não acabou, disse Sharon ontem numa visita ao norte israelense. Nossos vizinhos tiveram de reconhecer nosso poderio militar, mas eles ainda não reconheceram nosso direito a um país.
Depois de um mês de negociações, o Partido Likud, de Sharon, e parceiros de coalizão selaram ontem o acordo para formar um governo de unidade nacional. O novo governo poderá contar com mais de 80 dos 120 integrantes do Parlamento, ou Knesset, segundo Ruby Rivlin, um dos líderes do Likud.
Sharon precisa de apenas uma maioria simples e espera-se que ele a conseguirá com facilidade quando submeter formalmente hoje seu governo à aprovação do Knesset.
O governo de Sharon terá a participação de pacifistas como Shimon Peres, designado como ministro do Exterior e favorável a que canais de comunicação com os palestinos continuem abertos mesmo durante os mais duros combates.
Militantes palestinos têm ameaçado saudar o governo Sharon com uma série de atentados à bomba. Quatro israelenses e um atacante-suicida foram mortos num par de explosões com bombas na semana passada.
As Brigadas Izzedin al-Kassam, braço armado do grupo fundamentalista islâmico Hamas, reivindicaram ontem a autoria do último ataque em Netanya. Os extremistas atribuíram a execução do atentando a Ahmed Omar Alyan, um palestino de 23 anos, que seria um dos dez camicases dos quais dizem dispor.
A polícia israelense está em estado de alerta, cancelando folgas e colocando mais policiais nas ruas, além de ter pedido reforços ao Exército.


