Bagdá O Conselho de Bagdá realizou, ontem, sua primeira reunião na presença do administrador civil americano do Iraque, Paul Bremer, que considera este o mais importante progresso realizado desde a queda do regime de Saddam Hussein, em 9 de abril passado.
''Hoje é um dia muito importante para Bagdá, talvez o mais importante desde 9 de abril'', declarou Bremer ante o Conselho. ''Esta data marca a volta do regime democrático a Bagdá, que era inexistente há 30 anos'', acrescentou.
Bremer prestou homenagem à coragem dos membros do Conselho que aceitaram sua nomeação num momento em que os iraquanos que cooperam com a coalizão são alvo de ataques. ''Vocês têm as maiores responsabilidades e nós na coalizão a maior confiança em vocês'', afirmou.
Os 37 membros do Conselho foram escolhidos entre um grupo de conselheiros distritais saídos dos conselhos de bairros.
Soldados mortos Dois soldados americanos foram mortos em Bagdá na noite de domingo, durante ataques contra suas patrulhas na capital iraquiana, revelou uma fonte militar.
No primeiro incidente, um militar americano foi morto em um tiroteio com dois iraquianos armados, revelou à AFP o cabo Tod Pruden. Um agressor também morreu e o outro foi ferido na ação.
No total, 29 militares americanos já morreram desde o final da campanha militar deflagrada para derrubar o presidente Saddam Hussein, em 1º de maio passado.
Sem reforço O general chefe das tropas americanas no Iraque, Tommy Franks, disse ontem que não há necessidade de mais efetivos dos Estados Unidos no país, apesar dos pedidos crescentes sobre uma maior presença militar na área.
''Não é o momento de enviar tropas adicinais'', afirmou o general, que está prestes a deixar o Iraque, à rede de televisão ABC.
Atualmente, há cerca de 171 mil soldados americanos no Iraque. Franks assegurara em recentes entrevistas que aocupação poderia requerer até 200 mil homens, dependendo de como se desenrolasse a situação no país.
Contudo, o militar ressaltou que por hora seria apressado voltar a enviar tropas. ''Desejamos continuar a avançar rumo à segurança, trabalhando com os iraquianos dentro de sua nação'', acrescentou.
Franks, que cumpre o último dia de trabalhos no Iraque, fez o pronunciamento no momento em que cresce o coro, incluive entre membros do Congresso, para que o Pentágono reforce sua presença no país.
As tropas americanas continuam sofrendo ataques, três meses depois da queda do regime de Saddam Hussein.
Os ataques têm sido atribuídos aos seguiores do partido Baath do presidente deposto e a combatentes da milícia Fedayín.
Novo comandante O general americano de origem libanesa, John Abizaid, assumiu ontem suas funções à frente do Comando Central Americano (Centcom) em substituição a Tommy Franks, o general vitorioso no Afeganistão e Iraque, que foi para a reserva.

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