Toledo prepara ofensiva contra Fujimori
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segunda-feira, 29 de maio de 2000
France Presse De Lima 
A oposição peruana, com o chefe oposicionista Alejandro Toledo, se prepara para empreender uma longa batalha contra o presidente reeleito Alberto Fujimori com uma dupla estratégia: mobilização popular de rua e pressão do exterior.
O segundo turno do domingo foi considerado pelo conjunto da oposição como uma farsa que teve Fujimori como candidato único por causa da renúncia do opositor Alejandro Toledo, que pregava o boicote as urnas.
O sentimento de rejeição dos adversários do fujimorismo foi resumido por Toledo num discurso domingo à noite: está em curso a campanha pelo terceiro turno eleitoral com a resistência pacífica em todo o país, disse o político. O apelo seguiu os vários protestos no centro da capital peruana e em muitas cidades do interior.
O dirigente se dispôs a manter uma reunião com seus principais colaboradores para estabelecer a agenda da resistência pacífica nacional em coordenação com outros partidos adversários ao regime.
O argumento central é a falta de legitimidade da eleição de domingo com candidato único. Ao mesmo tempo a coalizão opositora Peru Possível pretende ativar a pressão internacional por meio da Organização dos Estados Americanos e alimentar a posição crítica do governo dos EUA em relação ao Peru.
O Conselho pela Paz, acreditado como observador local no segundo turno no Peru anunciou ontem que, contrariamente aos dados oficiais, a oposição derrotou o mandatário com 40,86% dos votos, contra 40,32%.
O presidente do conselho, Francisco Diez-Canseco, baseou-se nos resultados da apuração que promoveram 1.200 voluntários ao fim do segundo turno eleitoral em 500 mesas primárias e 500 secundárias, com informação oficial em nível nacional.
Diez-Canseco explicou que os votos a favor de Toledo, rival de Fujimori e que renunciou à disputa denunciando falta de garantias, foram somados aos votos nulos.
Os resultados do Conselho pela Paz foram os seguintes: Oposição 40,86%; Fujimori 40,32%: abstenção 17,69%; votos brancos 0,88% e votos impugnados 0,25%.
Diez-Canseco informou que o Conselho pela Paz contou com a assessoria técnica de funcionários da Organização dos Estados Americanos e da associação civil Transparência, que retiraram-se da observação do processo.


