Lima Na metade de seu mandato, o presidente do Peru, Alejandro Toledo, enfrenta uma queda importante de sua popularidade e credibilidade, ao mesmo tempo em que lida com uma crise no seu entorno político. Uma pesquisa publicada ontem revelou que a gestão de Toledo é reprovada por 90,1% dos peruanos, e que 50,5% não acreditam que o presidente vá concluir seu mandato de cinco anos, que vai até o mês de julho de 2006.
A atuação presidencial é aprovada apenas por 7,3% dos peruanos, enquanto uma ampla maioria de 95,3% dos entrevistados pela Companhia Peruana de Estudos de Mercados acredita que a situação no país é de ''agitação ou muita agitação''.
''Já está sendo percebido um esvaziamento de poder. Nos últimos 25 anos, não houve um presidente com tal índice de rejeição no Peru'', lembrou Raúl Chanamé, analista político.
A pesquisa expressa a rejeição em massa da população, após um novo escândalo no governo de Toledo, protagonizado desta vez por César Almeyda, ex-dirigente da inteligência do atual governo e amigo pessoal e advogado do presidente. Almeyda foi objeto de uma gravação secreta realizada por um militar da rede mafiosa de Vladimiro Montesinos, quando oferecia subornos a magistrados.

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