É de 80% a probabilidade de Alejandro Toledo tornar-se o próximo presidente do Peru, afirmou ontem Alfredo Torres, diretor de uma empresa de pesquisas local. Torres, diretor da consultoria de pesquisas Apoyo, disse que, levando-se em conta as últimas pesquisas de opinião, Toledo será o ganhador, no domingo, do primeiro turno das eleições presidenciais – e que também se imporá no segundo turno, quer tenha como rival Lourdes Flores ou Alan Garcia.
O diretor da Apoyo calcula que em 8 de abril Toledo obterá entre 40% e 45% dos votos, enquanto o segundo lugar será duramente disputado entre Flores e o ex-presidente García, já que a diferença de votos entre ambos é muito pequena: cada um deles teria entre 20% e 25% das preferências eleitorais.
Falando em tom categórico em entrevista aos correspondentes estrangeiros, Torres declarou que ‘‘há 80% de probabilidade de que Toledo seja o próximo presidente do Peru. Se ele receber 45% ou mais dos votos no primeiro turno, será uma perda de tempo realizar o segundo’’. Neste caso, ele sugeriu que ‘‘o melhor seria não haver um segundo turno’’, recomendando a quem chegar em segundo lugar que desista da disputa.
No entanto, Torres tem dúvidas de que isto possa ocorrer, já que tanto para Flores como para García convém aumentar seu tempo de permanência na cena política.
A última pesquisa nacional da Apoyo, divulgada no final da semana, deu a Toledo 40% das intenções de voto, contra 24% para Flores e 21% para García. A mesma pesquisa revelou que 57% dos peruanos têm a impressão de que Toledo será o ganhador enquanto 17% dos entrevistados mencionaram Flores e 12%, García.
Torres indicou que se Toledo obtiver menos de 40% no domingo ‘‘haveria uma possibilidade de surpresa para o segundo lugar, incluindo García’’.
Manuel Torrado, diretor da empresa de pesquisas Datum, e Luis Benavente, da equipe de pesquisadores da Universidade de Lima, coincidiram sobre a possibilidade de García se tornar uma surpresa.
Ambos citaram as qualidades de orador do ex-presidente, seu carisma e a vertiginosa subida nas pesquisas pré-eleitorais desde que regressou ao Peru em 27 de janeiro.
O ex-mandatário esteve refugiado na Colômbia durante quase 9 anos, afirmando que o governo de seu sucessor Alberto Fujimori o havia perseguido, abrindo contra ele processos judiciais sob a acusação de enriquecimento ilícito.

mockup