Dili - Timor Leste, um pequeno território do sudeste asiático, encravado numa ilha compartilhada com Timor Oeste (pertencente à Indonésia), proclamou ontem sua independência e sua nova bandeira foi içada em Dili, a capital.
Pouco depois da meia-noite local (12 horas de Brasília ontem), a nova bandeira de Timor Leste, vermelha, negra e amarela, com uma estrela branca, foi içada em Dili, na presença do presidente Xanana Gusmão, do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e representantes de 92 países.
‘‘Longa vida à República Democrática do Timor Leste. Longa vida ao Timor Leste. Longa vida a um Timor Leste independente’’, disse o chefe do Parlamento, Francisco ‘‘Lu Olo’’ Guterres.
Timor Leste é uma ex-colônia portuguesa, invadida em 1975 pela Indonésia. Uma ampla maioria da população aprovou a independência em 1999, provocando terríveis represálias das milícias pró-indonesianas.
A Comissão de Direitos Humanos da ONU adotou em 1983 uma resolução na qual afirmava o direito à independência do Timor Leste, o que causou grande mal-estar no governo de Jacarta.
Depois da renúncia do presidente Suharto, após 32 anos no poder, e sua substituição pelo presidente Habibi, o governo indonésio propôs um plano de autonomia para o território que não foi aceito por Portugal.
No último 14 de abril foram realizadas eleições presidenciais, onde o líder independente e ex-guerrilheiro Xanana Gusmão, considerado o Nelson Mandela do Timor Leste, saiu vitorioso.
Diante da fragilidade das atuais instituições governamentais, o Conselho de Segurança aprovou na sexta-feira passada o estabelecimento de uma nova missão de apoio, Unmiser, que será encarregada de dar assistência às estruturas governamentais, assim como de aplicar a lei.

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