Timor Leste ingressa na ONU
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sexta-feira, 27 de setembro de 2002
Das agências 
Nova YorkA assembléia geral das Nações Unidas recebeu ontem sob aplausos o Timor Leste como seu membro número 191, apenas quatro meses depois de se tornar um estado independente a 20 de maio. Ao agradecer o papel da ONU para pôr fim aos 24 anos de ocupação indonésia de seu território, o presidente José Xanana Gusmão disse que os povos palestino e do Saara Ocidental também merecem a independência. ''A paz tem um preço e esse preço é a liberdade'', assinalou na tribuna da assembléia. ''Timor Leste é um triunfo do espírito humano'', disse o premier português José Manuel Durão Barroso.
Portugal manteve Timor Leste como colônia durante quatro séculos até 1975 quando se retirou abruptamente e o território foi imediatamente anexado pela Indonésia.
A ocupação indonésia terminou caoticamente e o exército respondeu a sangue e fogo quando os timorenses votaram por sua independência em 1999. Pelo menos 1.000 pessoas morreram e cerca de 300.000 dos 800.000 habitantes passaram para o Timor Oeste até que uma força de paz encabeçada pela Austrália restabeleceu a ordem.
O presidente Gusmão incluiu em sua delegação à ONU o ex-porta-voz da resistência timorense José Ramos-Horta e o bispo Carlos Belo, aos quais foi dado em 1999 o Prêmio Nobel da paz.
Gusmão agradeceu a Annan e aos funcionários que organizaram o plebiscito de 1999 e nos 2 anos e meio seguintes administraram a transição.
Ao advertir que Timor Leste é ''o país mais pobre da Ásia'', Gusmão disse que suas prioridades serão a educação, melhorar as condições de vida e promover a democracia e o papel das mulheres e a sociedade civil.
Declarou-se inspirado ''pela coragem das mulheres, pelo elevado sacrifício dos homens e pelos sorrisos das crianças''.
Conselho de SegurançaEspanha, Chile, Alemanha, Angola e Paquistão foram escolhidos ontem, pela Assembléia Geral da ONU, os novos membros não-permanentes do Conselho de Segurança para o biênio 2003-2004. A votação aconteceu com base no critério da substituição por grupos regionais, com duas vagas para o da África e Ásia, duas para o da Europa e outra para o da América Latina.


