Timor atrai os paranaenses
Giovani Ferreira
De Curitiba
Mais de 600 pessoas se ofereceram como voluntários para participar da missão de paz que irá ajudar na reconstrução do Timor Leste. O cadastramento dos interessados estava sendo feito na Ouvidoria Geral do Estado, pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (IIDEC), órgão responsável pela primeira seleção dos candidatos. O Brasil pretende mandar 10 pessoas, que devem embarcar para o Timor dentro de 60 dias, onde vão ficar pelo período de seis a 12 meses.
Foram dois os fatores principais que atraíram os candidatos. De acordo com João Elias de Oliveira, ouvidor do Estado, o primeiro está relacionado ao sentimento humanitário, despertado a partir de um desejo de colaborar com a população castigada pelo conflito timorense. A segunda questão, no entendimento do ouvidor, diz respeito à possibilidade que o voluntário tem de reorganizar a sua vida, buscando experiência e currículo que no futuro podem render novas oportunidades de trabalho.
Na tarde de ontem os coordenadores da seleção ainda não tinham o balanço final das inscrições, mas já admitiam que a maioria dos candidatos deveriam ser desempregados ou profissionais autônomos.
Entre as inúmeras pessoas que estavam se oferecendo como candidatas, estavam profissionais dos mais diversos ramos de atividade. Loreno Pedro Klein, de 59 anos, que hoje trabalha como eletricista autônomo, é uma das pessoas que além do sentimento humanitário, está querendo ir para o Timor por questões financeiras. Cada voluntário irá receber uma juda de custo de US$ 2 mil por mês. Loreno acredita que se destaca entre os demais candidatos pela sua experiência profissional em missões no exterior. Em 1960, quando servia o Exército no Rio, participou de uma missão no Egito.





