Teste pode reduzir contaminação em bebês
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de dezembro de 2004
Fabiana Cimieri<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - Até o final do ano o Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)-Aids oferecerá o teste rápido de diagnóstico de HIV 1 e 2. Produzido e distribuído pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) através de um contrato de transferência de tecnologia assinado com a americana Chembio no ano passado, o exame poderá reduzir em até 70% a contaminação em recém-nascidos. O anúncio foi feito ontem, Dia Mundial de Luta contra a Aids.
A produção nacional em larga escala substituirá a importação e permitirá a economia de recursos do Ministério da Saúde, aumentando a oferta e facilitando o acesso ao exame nas regiões mais pobres. O resultado sai em dez minutos e não precisa de estrutura laboratorial para ser realizado, já que pode ser feito através da coleta de sangue. No exame convencional, utiliza-se soro ou plasma.
Apesar do resultado não ser definitivo, e sim, uma triagem que precisará ser confirmada posteriormente, a expectativa, segundo a Fiocruz, é a de que seja possível reduzir de 50% a 70% a transmissão do vírus de gestantes que não tenham sido testadas no pré-natal para os recém-nascidos. Caso a triagem dê positivo, inicia-se o tratamento com anti-retrovirais para reduzir as possibilidades de o vírus ser transmitido. Outra aplicação possível para o teste seria o uso por profissionais da área médica que se exponham ao HIV no trabalho, informa a Fiocruz.
Foi inaugurada ontem, no Rio de Janeiro, o 1º Festival Internacional em DST/Aids, promovido pela Unesco e com o apoio do Ministério da Saúde. A exposição, que acontece até o dia 30 de abril no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no centro do Rio, mostra ao público 300 cartuns realizados por artistas de 50 países. Os temas abordados são: prevenção, tratamento e direitos humanos. O vencedor de cada categoria recebeu um prêmio de R$ 10 mil cada um.
A coordenadora do Centro Cultural Jussara Valadares, disse que o objetivo é mostrar que o humor é uma forma de chamar a atenção para um problema que é sério. ''Não temos medo de ser polêmicos, o riso está intrinsecamente relacionado com saúde'', afirmou.


