Teste nuclear coreano preocupa membros da Apec
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segunda-feira, 20 de novembro de 2006
France Presse 
Hanói- Os dirigentes dos 21 países membros do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), reunidos em Hanói, expressaram ontem ''grande preocupação'' com o teste nuclear norte-coreano do dia 9 de outubro e pediram a retomada das negociações diplomáticas.
Numa declaração conjunta lida a portas fechadas pelo presidente vietnamita Nguyen Minh Triet ao fim da cúpula, o bloco regional apoiou as sanções das Nações Unidas contra o regime norte-coreano e pediu a retomada das negociações a seis (Coréia do Norte, Coréia do Sul, Rússia, Estados Unidos, China e Japão).
''Reiteramos nosso compromisso com a paz e a segurança na península coreana e na Ásia do norte, e nossa defesa de uma solução pacífica para o problema norte-coreano'', indicaram os membros da Apec.
''Expressamos nossa preocupação depois do lançamento de mísseis (em julho passado) e do teste nuclear pela Coréia do Norte, o que representa claramente uma ameaça para a região''.
''Destacamos nosso sólido apoio às negociações dos seis e estamos estimulados pelos recentes progressos sobre a retomada das discussões'', acrescenta o texto no qual o regime de Pyongyang é convidado a respeitar os compromissos adotados em setembro de 2005.
Durante as últimas discussões, no dia 19 de setembro de 2005, em Pequim, a Coréia do Norte havia aceitado abandonar seus programas nucleares em troca de ajuda internacional e de garantias de segurança.
Linha dura A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, se mantém inflexível em sua estratégia diplomática, apesar da vitória do Partido Democrata nas eleições parlamentares e dos pedidos para flexibilizar as relações exteriores americanas.
Durante a Apec, Rice rejeitou os pedidos para iniciar diálogo com alguns inimigos dos Estados Unidos, como Coréia do Norte, Irã e Síria.
''Não é nada incomum para os presidentes perder cadeiras no Congresso durante seu sexto ano de poder'', justificou a chefe da diplomacia americana em declarações à rede CNBC Asia.
Rice minimizou os pedidos de diálogo do ex-secretário de Estado James Baker e do primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
''O diálogo é uma tática, não um fim em si'', afirmou, firme em sua vontade de isolar os países do ''eixo do mal'' da cena internacional.
''Falarei com quem for, onde for e quando for, em circunstâncias adequadas'', ressaltou. ''Fizemos múltiplas aberturas para os iranianos para um diálogo'', acrescentou Rice.
''A questão é saber se há algo no comportamento dos iranianos que sugira que eles estão dispostos a contribuir para a estabilidade no Iraque'', acrescentou a chanceler. ''Devo dizer que, neste momento, não vejo nada''.
Sobre a Síria, ''a questão é saber o que quer. E, atualmente, parece alinhar-se com as forças extremistas'', assegurou Rice.
A política de isolamento de seus inimigos, praticada há seis anos pela administração Bush, é cada vez mais criticada nos Estados Unidos e no exterior.


