São Paulo - Em discurso realizado ontem em Washington, o presidente americano, George W. Bush, disse que os Estados Unidos sofreram três tentativas de atentado por parte da rede terrorista Al-Qaeda, após os ataques de 11 de Setembro. O grupo comandado por Osama bin Laden também teria tentado atacar outros sete países, sem sucesso.
''Interrompemos outros cinco planos da Al-Qaeda, que tinham o objetivo de identificar alvos nos Estados Unidos ou infiltrar agentes em nosso país'', disse Bush, indicando que os americanos ''desconhecem'' as ''vitórias contra o terrorismo''.
O discurso de Bush foi marcado pela tentativa de reverter a opinião pública que tem se mostrado contrária à Guerra do Iraque, levada adiante pela administração americana como parte da luta contra o terrorismo.
Na última pesquisa realizada nos Estados Unidos sobre o tema, divulgada em 23 de setembro último, o Instituto Gallup, em parceria com a rede de TV CNN e o jornal ''USA Today'', apontou que apenas 21% dos americanos dizem acreditar que o seu país vai vencer a guerra, enquanto que 55% defendem a agilização da saída dos soldados do Iraque.
Bush afirmou que militantes extremistas islâmicos fizeram do Iraque o seu ''principal front'' de guerra contra uma ''sociedade civilizada'', e reforçou a idéia de que o conflito no país não tem reforçado o terrorismo. ''Os militantes (extremistas islâmicos) acreditam que, controlando um país, vão conseguir mobilizar todos os muçulmanos a destituir todos os governos moderados para o estabelecimento de um império islâmico'', afirmou o presidente.
''Contra esse inimigo, só há uma resposta efetiva. Não vamos nos retirar, nem desistir ou aceitar nada menos que a vitória completa (no Iraque)'', disse Bush.
O presidente americano afirmou que as organizações terroristas são auxiliadas por ''instituições de caridade corruptas'' que financiam atividades voltadas ao terror, e por países que também apóiam o terrorismo, como a Síria e o Irã, classificando-os como ''aliados por conveniência'' desses grupos.
''Países como a Síria e o Irã têm um longo histórico de colaboração com terroristas e eles não merecem nenhuma paciência por parte das vítimas do terrorismo. Os Estados Unidos não fazem distinção entre aqueles que cometem atos de terror, e aqueles que apóiam os terroristas, porque eles são igualmente culpados de assassinato'', afirmou.
Um pouco antes do discurso de Bush, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou, durante uma coletiva de imprensa realizada ao lado do presidente do Iraque, Jalal Talabani, que o governo do Reino Unido tem ''suspeitas'' de que o Irã fornece tecnologia e armas para grupos paramilitares do Iraque.

mockup