Terrorista que matou brasileiro é condenado à morte no Iraque
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sexta-feira, 21 de abril de 2006
France Presse 
Genebra - O responsável pelo atentado de 19 de agosto de 2003 contra a sede das Nações Unidas em Bagdá, no qual morreu o representante de Kofi Annan no Iraque, o brasileiro Sergio Vieira de Mello, foi detido e condenado à morte, anunciou o representante da ONU para os direitos humanos no Iraque, Gianni Magazzeni.
Um tribunal iraquiano julgou e condenou à morte o responsável pelo ataque, no qual além do brasileiro, perderam a vida 21 pessoas, declarou Magazzeni. Este homem, acusado de ser membro da rede Al-Qaeda em Mossul (norte do Iraque), recorreu da condenação, acrescentou, explicando que ele havia admitido ter cobrado para organizar o atentado, mantendo presumivelmente vínculos com o chefe terrorista, Abu Musab Al Zarqawi.
Depois da morte de Sergio Vieira de Mello, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, as Nações Unidas decidiu retirar do Iraque boa parte de seu pessoal.
O brasileiro Sergio Vieira de Mello somava à longa experiência em assuntos humanitários um diploma de filosofia na Sorbonne de Paris. Exerceu toda a carreira profissional nas Nações Unidas, e em setembro de 2002 sucedeu à irlandesa Mary Robinson no cargo de Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU.
Ser um homem do sistema não significa ser um burocrata que passa a vida sentado num gabinete, comentava Sergio Vieira de Mello, no momento de sua nomeação como Alto Comissário.
Podem ser aplicados os mesmos princípios de forma diferente em função da cultura, da história e da religião. Não se pode esperar que sejam da mesma forma no oeste, no leste, no norte ou no sul, mas esses princípios são verdadeiramente universais, preconizava.
Em outubro de 1999, quando foi nomeado administrador do Timor Leste, Vieira de Mello defendeu energicamente a ação da ONU depois da rebelião das milícias pro-indonésias que se seguiu à votação a favor da independência. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, qualificou de brilhante sua gestão da crise.


