São Paulo - Em sites frequentados por extremistas islâmicos, simpatizantes e partidários de Abu Musab al Zarqawi, morto por forças dos EUA e do Iraque na última quarta, passaram ontem a designar como sucessor do líder da Al-Qaeda no Iraque Abu Abdul Rahman al Iraqi, apontado antes como seu adjunto.
Ontem, o nome de Iraqi havia sido citado por comandantes americanos como sendo o do conselheiro espiritual de Zarqawi, morto a seu lado no bombardeio perto de Baquba. É possível, no entanto, que eles não sejam a mesma pessoa, alertou Eva Kohlmann, especialista em movimentações na hierarquia da Al-Qaeda, em Nova York.
Iraqi postou uma mensagem na qual ainda assina como ''adjunto'', o que seria um indício de que a sucessão de Zarqawi ainda não foi definida. Ainda assim, nos fóruns da Internet há a exortação para que os jihadistas passem a ouvi-lo e a obedecê-lo como o novo ''emir''.
Outros nomes emergiram. O general William Caldwell, comandante americano no Iraque, disse crer que o sucessor de Zarqawi seja um outro extremista, Abu Ayyub al Masri, que conviveu longamente com Osama bin Laden. Masri é um especialista em explosivos treinado no Afeganistão. Chegou ao Iraque em 2002, com a missão de criar uma célula da Al Qaeda em Bagdá.
O último nome ontem aventado foi o de Abdullah Rashid al Baghdadi, que preside o Conselho dos Mujaidins, colegiado que agregaria a Al-Qaeda e outros grupos islâmicos.
Uma versão mais detalhada sobre o que ocorreu na quarta-feira indica que Zarqawi foi capturado vivo por policiais iraquianos. Estava ferido.
Colocado numa maca, tentou saltar dela, como se as fraturas ainda tornassem uma fuga possível. Morreu minutos depois, ao murmurar algo inaudível.

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