Terrorismo não vai vencer, diz Blair
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segunda-feira, 11 de julho de 2005
Cyril Belaud<br>France Presse 
Londres - O primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou ontem ante a Câmara dos Comuns que seu país ''não será vencido pelo terrorismo'', enquanto que os londrinos superaram seus temores e retomaram metrô e ônibus no primeiro dia de trabalho normal desde os atentados de quinta-feira passada.
Blair confirmou o novo número de 52 mortos e destacou que 56 pessoas prosseguiam hospitalizadas. ''Estamos determinados a não deixar nosso país ser derrotado pelo terrorismo'', declarou o chefe do governo britânico denunciando novamente o ''massacre'' cometido quinta-feira na capital. ''Os terroristas podem matar, mas eles nunca destruirão o modo de vida que compartilhamos e de que gostamos'', acrescentou.
Londres voltou ao normal ontem, com seus metrôs e ônibus cheios, engarrafamentos e transeuntes circulando pelas calçadas numa manhã ensolarada de verão.
O próprio prefeito da capital, Ken Livingstone, que havia feito um apelo ao retorno à normalidade, deu o exemplo ao pegar o metrô para ir trabalhar. ''Vamos trabalhar, seguir adiante com nossas vidas. Não vamos deixar um pequeno grupo de terrroristas mudar nossa maneira de viver'', declarou Livingstone ao subir em um metrô circulando entre Willesden Green (oeste de Londres) e London Bridge, perto da prefeitura. ''Acho que não vamos esquecer o que aconteceu na semana passada'', acrescentou o prefeito, no entanto .
Os passageiros dos transportes públicos admitiam um certo nervosismo, como Chloe, jovem londrina de 24 anos que veio depositar um buquê de flores perto do local onde ocorreu o atentado contra um ônibus. ''Quis prestar uma homenagem aos que perderam a vida'', explicou. ''Estava um pouco preocupada ao entrar no metrô, mas acredito que não vai acontecer nada. Temos que tentar seguir adiante com nossas vidas'', comentou Chloe.
Cerca de três milhões de pessoas por dia circulam nas 12 linhas do metrô de Londres. Somente uma delas, a Circle Line, que circunda o centro da cidade, não funcionou ontem. Outras três tiveram o serviço perturbado.
A primeira vítima dos atentados foi formalmente identificada como Susan Levy, de 53 anos, mãe de dois filhos. A recuperação e a identificação dos corpos das vítimas segue sendo uma das prioridades das autoridades britânicas.
A polícia ainda não revelou informações precisas sobre a investigação. Três pessoas brevemente detidas domingo no aeroporto londrino de Heathrow foram libertadas. Segundo especialistas, há um ''risco elevado'' de que novos ataques sejam perpetrados em solo britânico.


