Terror preocupa Bush e Putin
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quarta-feira, 14 de novembro de 2001
France Presse<br>De Washington 
Os Estados Unidos e a Rússia deram a mais alta prioridade para manter as armas de destruição maciça fora das mãos dos terroristas, disse o presidente George W. Bush, ontem, em coletiva à imprensa conjunta com o mandatário russo Vlaldimir Putin. Bush disse que a Rússia e os Estados Unidos ''compartilham a mesma ameaça e a mesma resolução'' de combater os terroristas.
''Vamos lutar para derrotar a rede terrorista onde quer que ela esteja. Nossa mais alta prioridade é evitar que os terroristas comprem armas de destruição maciça'', prosseguiu Bush.
Bush anunciou que ele o o presidente russo concordaram em estabelecer um comitê de especialistas para monitorar a ameaça do bioterrorismo.
''Concordamos que especialistas da Rússia e os Estados Unidos trabalharão em conjunto para dividir suas informações e estratégias com o objetivo de conter a ameaça do bioterrorismo'', disse o mandatário norte-americano.
Acrescentou que Moscou e Washington incentivariam esforços conjuntos para suprimir ''cada fonte disponível de armas químicas biológicas e nucleares''.
DesacordoOs presidentes George Bush e Vladimir Putin, declararam ontem que os Estados Unidos e Rússia têm algumas posições diferentes sobre o futuro do tratado antimísseis ABM, mas frisaram que o ''diálogo continuará''.
''Temos posições diferentes sobre o tratado ABM e continuaremos o diálogo e a discussão sobre este assunto, para poder desenvolver um novo contexto estratégico que nos permita enfrentar as ameaças reais do século XXI, enquanto sócios e amigos, não como inimigos'', destacou o presidente Bush.
Putin, por sua vez, declarou que a posição russa está mantida, ''ainda que continuamos prontos para prosseguir com o diálogo e as consultas''.
Arsenal nuclearNa segunda-feira à noite, o presidente dos Estados Unidos afirmou que apresentaria um número da redução do arsenal nuclear americano a seu colega russo, Vladimir Putin.
''Discutiremos sobre nosso comum desejo de reduzir nossas armas ofensivas e terei um número para apresentar a ele. Será claramente inferior ao arsenal atual e imagino que ele também tenha números para apresentar'', afirmou Bush a jornalistas norte-americanos e russos.
''Reduziremos nossas armas num nível que garanta a manutenção da paz, mas que será suficientemente baixo para que o mundo possa dizer que a guerra fria terminou'', acrescentou.
O tratado de desarmamento Start II, de 1993, prevê a redução do número de armas nucleares norte-americanas para 3.500 e as da Rússia para 3.000 antes de 31 de dezembro de 2007. As negociações em curso do Start III prevêem a redução entre 2.000 e 2.500 para os dois países.


