Terror destrói e mata na capital saudita
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de maio de 2003
Omar Hassan<BR>France Presse 
Riad Os ataques suicidas cometidos na noite de segunda-feira em Riad, contra três conjuntos residenciais onde vivem vários ocidentais, deixando elevado número de mortos, entre as quais dez ou 12 americanos, transformaram em zonas de guerra esses locais normalmente muito bem vigiados. Quanto às vítimas fatais, há muita discordância. Fontes americanas garantem que morreram pelo menos 90 pessoas. Já autoridades sauditas afirmam que o total de mortes chega a 29, registrando ainda 194 feridos.
Pelo menos um veículo forçou a entrada do conjunto residencial Al Hamra, situado na zona leste da capital saudita, antes de explodir. A xplosão foi de tal intensidade que quebrou todas as vidraças em um raio de um quilômetro e meio, afirmaram os habitantes. A explosão abriu uma cratera de cinco metros de diâmetro na calçada e devastou dezenas de casas agrupadas no conjunto de 280 moradias, segundo testemunhas. A onda expansiva deslocou algumas barreiras de proteção feitas com cimento.
O filho de Abdalah Al Blaihed, vice-governador de Riad, Mohamed Al Blaihed, de 35 anos, estava entre as pelo menos 11 pessoas que morreram nesse complexo.
De acordo com as testemunhas, os atacantes abateram a tiros pelo menos um guarda para atravessar a entrada principal do complexo residencial, situado nas proximidades de uma rodovia importante, que dá acesso, por um lado, ao aeroporto internacional de Riad e por outro aos campos de petróleo do Leste do reino saudita.
Depois, os autores do atentado fizeram entrar um veículo, segundo diversas testemunhas, para detonar uma carga explosiva. As testemunhas adiantaram que, depois do atentado, foram encontrados os corpos despedaçados de quatro homens que estavam em outro veículo.


