Bagdá Onze pessoas morreram e 57 ficaram feridas, ontem, num atentado com carro-bomba contra a embaixada da Jordânia em Bagdá enquanto, ao norte da capital, durante ações de busca a Saddam Hussein, as tropas americanas prenderam 49 pessoas, sendo quatro colaboradores do ex-presidente.
O ataque foi qualificado pelo Governo da Jordânia de ''ato criminoso'' e ''covarde operação terrorista''.
O diretor do necrotério de um hospital infantil de Bagdá informou que''11 corpos foram enviados'' para o centro e que 13 feridos estão em situação gravíssima.
Segundo as primeiras informações, não há jordanianos entre as vítimas fatais, mas vários diplomatas ficaram feridos.
O ministro jordaniano das Relações Exteriores, Chaher Bak, informou que um ''foguete foi lançado contra um automóvel repleto de explosivos que estava num dos estacionamentos da embaixada'', no bairro residencial Al Mansur, a oeste de Bagdá.
Em Amã, o ministro da Informação Nabil Sharif ressaltou que o atentado ''reforçará a decisão da Jordânia de ajudar o povo iraquiano a obter segurança e estabilidade em seu país''.
O secretário de Estado americano, Colin Powell, e o representante da ONU no Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, condenaram o ataque.
Pouco depois da explosão, dezenas de iraquianos enfurecidos roubaram a embaixada, arrancaram a bandeira da Jordânia e queimaram fotos do rei Abdullah II e de seu pai, o falecido rei Hussein, segundo um fotógrafo da AFP, que viu a multidão insultar os jordanianos aos gritos de ''Queremos matar todos!''.
A Jordânia recebeu recentemente duas das três filhas de Saddam Hussein.

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