Moscou Um novo atentado suicida, praticado ao que parece por uma mulher camicaze, e que causou cerca de 30 mortes, segundo as primeiras informações, abalou a Chechênia dois dias depois que um caminhão-bomba causou 59 mortos na república caucásica. O número de 30 mortos e 150 feridos, entre eles 50 em estado grave, foi fornecido pelo ministro checheno de Situações de Emergência, Ruslan Avtaev, citado pela agência Itar-Tass. Funcionários do ministério de Situações de Emergência prestaram os primeiros socorros às vítimas da explosão, registrada por volta das 15H00 locais (11H00 GMT), em Ilajan-Iurt, na região de Gudermes, a 45 quilômetros a leste de Grozny.
A mulher queria, ao que parece, matar o chefe da administração pró-russa da Chechênia, Ajmad Kadyrov, que participava de uma festa religiosa muçulmana na presença de milhares de fiéis.
Segundo a agência Itar Tass, quatro guarda-costas de Kadyrov morreram quando a mulher detonou um cinturão de explosivos que levava junto ao corpo, quando tentava chegar a uma plataforma onde estava Kadyrov a quem os separatistas consideram um traidor. Ele já foi alvo de vários atentados, saindo ileso de todos eles.
Segundo o promotor da Chechênia Vladimir Kravtchenko, encarregado da investigação, a camicaze poderia ser uma mulher viúva que nasceu em 1957, Chajida Baimuradova, originária da região de Gudermes. Seu marido foi abatido a tiros há alguns anos.
No ministério checheno do Interior, uma fonte citada pela Interfax anunciou que Baimuradova pertencia a uma unidade dirigida pelo chefe dos separatistas radicais Chamil Bassayev.
Os serviços especiais russos (FSB) se referiram a uma ''pista estrangeira'' neste novo atentado. ''Não excluímos esta possibilidade'' afirmou um porta-voz da FSB.

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