Terror ataca a capital do Sri Lanka
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quarta-feira, 15 de outubro de 1997
Amal Jayasinghe France Presse Colombo 
France PresseEstragosA explosão provocou enormes estragos em uma ampla área, atingindo veículos e prédios de toda a regiãoGuerrilheiros separatistas tamis detonaram um caminhão-bomba ontem no estacionamento de um hotel no distrito comercial de Colombo e trocaram tiros com as forças de segurança, deixando um balanço de pelo menos 20 mortos e mais de 100 feridos, informaram as autoridades.
Membros dos Tigres para a Libertação do Eelam Tamil (TLET, separatista) levaram o caminhão até o estacionamento do Hotel Galadari, que fica ao lado do World Trade Center (WTC), o prédio mais alto do país com 39 andares, e o detonaram, informou um oficial do exército.
O movimento guerrilheiro, incluído na semana passada na lista do Departamento de Estado norte-americano de grupos terroristas estrangeiros, negou ter sido o autor do atentado. Anton Rajah, o porta-voz dos TLET, com sede em Londres, telefonou à AFP e acusou as forças de segurança, afirmando que elas tentam desacreditar o movimento separatista.
O subcomandante do Estado-Maior do Exército, Lal Weerasooriya, disse à AFP que os guerrilheiros chegaram atirando ao estacionamento, que fica perto do World Trade Center, onde funciona o Banco Central.
Primeiro mataram quatro seguranças do estacionamento e depois dispararam contra vários prédios da área, enquanto o caminhão era levado até o WTC, onde explodiu, contou.
Este atentado acontece no momento em que o governo do Sri Lanka revelava um plano para compartilhar o poder, destinado a pôr fim à guerra que os separatistas travam no Norte e Leste do país e que já matou mais de 50 mil pessoas desde 1972.
A rádio estatal afirmou que 12 tigres tamis morreram nos tiroteios que se seguiram à gigantesca explosão, que quebrou os vidros de quase todos os imóveis do centro da cidade e foi ouvida a 10 km de distância.
Os hotéis Galadari e Hilton, bem como o arranha-céu do Banco do Ceilão, foram os prédios mais afetados pela explosão. O Ministério da Defensa, o gabinete presidencial e o quartel general do Exército sofreram graves danos.


