Pinellas Park - Terri Schiavo completou ontem 11 dias sem comida, enquanto sua família tenta em vão pedir a intervenção do governador da Flórida no caso e manifestantes organizam uma passeata em Washington numa última tentativa para salvar esta mulher que há 15 anos vive em estado vegetativo.
Para amenizar os efeitos deste processo até sua morte, Terri está recebendo doses de morfina (uma medida comum em pacientes terminais, segundo especialistas), apesar de seus parentes afirmarem que ainda está ''desperta e alerta'', declarou ontem Paul O'Donnell, um frade católico que serve de porta-voz da família.
A mãe de Terri, Mary Schindler, ''não suporta nem entrar no quarto para ver a filha'', acrescentou O'Donnell, que repetiu novamente o apelo ao governador da Flórida, Jeb Bush, para que decrete a reconexão do catéter que alimentava a mulher, apesar de ter reiterado categoricamente no domingo que já não havia nada mais que pudesse fazer. ''Não se una à cultura da morte e escreva o obituário desta mulher'', reclamou O'Donnell.
Na tarde de domingo, antes de receber a extrema-unção, Terri Schiavo comungou com ajuda de um sacerdote que lhe deu uma gota de vinho consagrado, pois disse que não havia como colocar em sua língua um minúsculo pedaço de hóstia porque sua boca estava muito seca. Foi o marido de Terri que solicitou o desligamento dos aparelhos, alegando que sua esposa nunca desejou viver por meios artificiais. O domingo foi um dia de fúria para os manifestantes, que bloquearam a entrada do centro de tratamento intensivo.

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